domingo, janeiro 28, 2007

Rebobinar

A semana correu, fria e lenta.
Diverti-me no trabalho, aborreci-me no trabalho. Irritei-me e ri-me. Ri-me mais do que me irritei. Diverti-me mais do que me aborreci. Esta semana houve ideias que avançaram e outras que se travaram. Esta semana não se perdeu nada e alguma coisa se ganhou. Esta semana comprovei mais uma vez o tanto que há, sempre, para aprender. E alguma coisa que já se aprendeu. Fui ao médico resolver um problema que tenho estado a adiar. Não resolvi o trabalho de Climatologia, há disciplinas “mais” importantes. Não tenho tempo para andar de bike. Preciso ter dias livres.
A semana correu, fria e lenta. Sábado, estive a descansar, esteve sol, esteve frio. O Porto perdeu, eu nem acreditei quando vi na net. Nem me lembrei de ver o jogo. Há 4 semanas que trabalho/estudo todos os dias. Hoje também. Amanhã não trabalho. Está um certo frio, já disse?
Boa semana

quarta-feira, janeiro 24, 2007

E a noticia de hoje é ...

...está mais frio do que ontem!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Copy e Paste

Um casal recebe de uma mãe uma criança com três meses de idade, que ela não pode, não quer, não consegue criar. E uma carta desta, autorizando a adopçâo e dizendo que o pai é incognito (mais tarde um tribunal manda fazer uma prova sanguinea e afinal existe um pai biológico sim, mas que só muito mais tarde é que ele vai dizer: hei, eu sou o pai, quero a minha filha cá em casa!).
A criança cresce com mãe e pai “adoptivos” a partir desses três meses de vida, ou seja, nunca conheceu outros. Aquela é a sua familia que a trata bem, com amor, respeito e dignidade.
Agora o tribunal, cínico e sádico na sua superioridade de cátedra, decide não não! O sangue é que vale. A míuda de 4 anos deve ser tirada à única família que sempre conheceu e entregue a um desconhecido que primeiro se recusou a aceitar a ideia de que era o pai e agora afinal já quer experimentar.
O tribunal diz que o pai adoptivo sequestrou a criança.
É grotesco.
O desprezo pelo trauma que esta decisão vai provocar á criança, o choque tremendo de destruir uma família em nome de uma outra que nunca existiu e que não se inventa por decreto, e a total insensibilidade desta justiça que não é feita por homens mas por automatos viciados em normas e leis hipócritas é um aviso para quem tem ilusões: a Justiça não existe nos tribunais como este, em Torres Novas. Esta justiça é cega sim. E sádica. Sem um pingo de decência.

sábado, janeiro 20, 2007

Pure

As minhas lágrimas caem sobre ti, como uma torrente, um fluxo de dor que se dissipa no teu corpo.
Choro sobre o teu rosto,deixo-as cair nos teus próprios olhos.
São lágrimas irmãs que voltam para ti.
Nelas te banhas
Nelas sufocas a tua tristeza e acalmas o teu sofrimento.
Lavas-te na minha dor.
Juntos, viajamos até ao fim do amor, aquele lugar terrível de onde só se volta sozinho e, no entanto, por uma vez, por uma única vez, isso não acontece e voltamos juntos.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Ía eu para a Universidade...

Momento

Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.

Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.

Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.

Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.

Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.

Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.

Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.

Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.

Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.

Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.

Pedro Abrunhosa

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Porquê rir?

Rir relaxa as tensões. Quando rimos, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 musculos faciais; quando conversamos e damos gargalhadas ao mesmo tempo, são 84 músculos. Esse exercício facial retarda o aparecimento das rugas. Mas o riso não exercita só a cara; ele mexe com o corpo inteiro.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Cannonball