segunda-feira, janeiro 22, 2007

Copy e Paste

Um casal recebe de uma mãe uma criança com três meses de idade, que ela não pode, não quer, não consegue criar. E uma carta desta, autorizando a adopçâo e dizendo que o pai é incognito (mais tarde um tribunal manda fazer uma prova sanguinea e afinal existe um pai biológico sim, mas que só muito mais tarde é que ele vai dizer: hei, eu sou o pai, quero a minha filha cá em casa!).
A criança cresce com mãe e pai “adoptivos” a partir desses três meses de vida, ou seja, nunca conheceu outros. Aquela é a sua familia que a trata bem, com amor, respeito e dignidade.
Agora o tribunal, cínico e sádico na sua superioridade de cátedra, decide não não! O sangue é que vale. A míuda de 4 anos deve ser tirada à única família que sempre conheceu e entregue a um desconhecido que primeiro se recusou a aceitar a ideia de que era o pai e agora afinal já quer experimentar.
O tribunal diz que o pai adoptivo sequestrou a criança.
É grotesco.
O desprezo pelo trauma que esta decisão vai provocar á criança, o choque tremendo de destruir uma família em nome de uma outra que nunca existiu e que não se inventa por decreto, e a total insensibilidade desta justiça que não é feita por homens mas por automatos viciados em normas e leis hipócritas é um aviso para quem tem ilusões: a Justiça não existe nos tribunais como este, em Torres Novas. Esta justiça é cega sim. E sádica. Sem um pingo de decência.

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Temos Jornalista ou melhor devias estar como juiz...
BEIJINHO GANDE

sábado, 03 fevereiro, 2007  

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